Quatro anos depois de (watch my moves), o oitavo disco da carreira, Kurt Vile e dos EPs Back To Moon Beach, lançado em dois mil e vinte e três e Classic Love, um alinhamento de cinco canções que contou com a participação especial de Luke Roberts, um cantor e compositor também norte-americano, mas natural de Nashville, Kurt Vile, músico que descende da melhor escola indie rock norte americana e que adora piscar o olho à melhor folk nativa do outro lado do atlântico, quer através da forma como canta, quer nos trilhos sónicos da guitarra elétrica que abraça há duas décadas, sempre com elevado requinte, está de regresso ao formato longa duração em dois mil e vinte e seis com Philadelphia’s Been Good To Me, um alinhamento de onze canções que vai ver a luz do dia a vinte e nove de maio, com a chancela da Verve Recordings.
pic by Adam WallacavagePhiladelphia's Been Good To Me é, de acordo com o próprio Kurt Vile, uma espécie de regresso às origens, já que foi integralmente gravado no estúdio caseiro do autor, em Lansdowne, na Pensilvânia, resultando no trabalho mais orgânico, elétrico e vocalmente feliz, da carreira do artista, de acordo com o próprio.
Chance To Bleed foi o primeiro tema retirado em formato single do alinhamento de Philadelphia's Been Good To Me, como certamente se recordam. O tema esteve por cá, em alta rotação, há algumas semanas e provou, de facto, estas três caraterísticas enunciadas por Kurt Vile, já que se tratava de uma canção melodicamente inspirada, que sobressaia pelo modo inspirado como era conduzida por uma guitarra impactante e com um travo experimental bastante seguro, exemplarmente acompanhada por uma voz sentimentalmente forte e repleta de nuances e mudanças de tonalidade.
Agora, o single Zoom 97, o último avanço disponibilizado do alinhamento de Philadelphia's Been Good To Me e o tema que abre o disco, além de voltar a cimentar todas as boas expetativas criadas com Chance To Bleed, também demonstra que a guitarra elétrica dedilhada com ímpar vibração e tempero folk foi, claramente, o grande eixo condutor do processo de criação melódica e estilística do registo. Zoom 97 é uma canção que impressiona pelo perfil seguro e comprometido das cordas, que se vão deixando enlear por uma vastidão de arranjos e detalhes e nuances das mais diversas proveniências, que adornam, com um charme intenso, uma simbiose quase hipnótica entre melancolia e experimentalismo, caraterísticas que o timbre vocal único de Vile amplifica com mestria. Confere...

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