Um dos discos mais importantes de dois mil e vinte e cinco foi Get Sunk, o segundo registo a solo da carreira de Matt Berninger, vocalista dos The National, sucessor do álbum Serpentine Prison, editado em dois mil e vinte e com o selo da Concord Recordings. Com um alinhamento de dez canções, Get Sunk teve uma incubação complicada, já que começou a ser gerado durante a pandemia, enquanto o autor confessava estar a passar por um período criativo pouco fértil.
Contando com as participações especiais de nomes como Hand Habits, no tema Breaking Into Acting, Ronboy em Silver Jeep e versando, de acordo com o próprio Berninger, sobre os caminhos que poderíamos ter seguido e o abismo que abarca tanto a miséria quanto a felicidade, Get Sunk tinha dez canções e uma das melhores era, sem dúvida, No Love, o segundo tema do seu alinhamento.
No Love é sustentada por um extraordinário piano, que vai crescendo, gradualmente, em arrojo e intensidade, enquanto uma bateria arritmada com precisão abraça cordas e teclados, num entrelaço contínuo e escorreito, texturalmente bastante intimista e que emocionalmente ganha contornos de excelência e vigor no modo como se mostra sempre intenso e revelador, ainda por cima numa canção que retrata um ambiente infeliz e desolador e em que parece faltar algo essencial, como o título claramente mostra.
Entretanto, No Love está de regresso à ribalta porque Matt Berninger acaba de divulgar e partilhar uma extraordinária versão ao vivo do tema, com um perfil eminentemente acústico e intimista, em que o músico é apenas acompanhado pelo piano. Esta nova roupagem de No Love foi gravada há poucas semanas em Londres, na mítica sala Union Chapel. Confere a versão estúdio de No Love e a versão ao vivo...
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