Meltt - Never Let Go

Oriundos de Vancouver, no Canadá, os Meltt têm já uma assinalável reputação no país natal, como uma das bandas que melhor replica aquele rock majestoso e de forte cariz progressivo, enquanto não renega contactos mais ou menos estreitos com outros espetros sonoros, com particular destaque para a eletrónica ambiental, a música de dança e o próprio R&B. Já com um vasto catálogo em mãos, surpreenderam a nossa redação em dois mil e vinte e três com Another Quiet Sunday, um EP com cinco canções que valeram bem a pena destrinçar e, no ano seguinte, com uma formada de singles que deixaram marcas profundas e este projeto definitivamente na nossa mira.

No início de agosto do ano passado os Meltt regressaram ao nosso radar à boleia de Hesitate, um novo tema do grupo, que ainda não trazia atrelado o anúncio de um novo disco da banda atualmente formada por Chris Smith, Jaime Turner, James Porter e Ian Winkler. O mesmo também não sucedeu com Goodbye, a composição que a banda disponibilizou um mês depois, assim como com By Your Side e também com In Your Arms, os temas que o projeto revelou em outubro e dezembro últimos, respetivamente.

Seja como for, tendo em conta a cronologia e a sequência destes quatro lançamentos, pareceu-nos sempre provável que o anúncio de um novo registo de originais dos Meltt, em formato álbum ou EP, deveria estar para breve. E as nossas suspeitas confirmam-se finalmente em janeiro último com a divulgação de uma nova canção dos Meltt intitulada Up All Night. Esse novo single do quarteto já trazia atrelado consigo o anúncio de um novo disco do projeto canadiano. Trata-se de um alinhamento de treze canções intitulado Pathways, um disco que irá ver a luz do dia a doze de junho, com a chancela da Nettwerk Music Group.

Agora, cerca de quatro meses depois, temos para escuta mais um avanço do alinhamento de Pathways. Trata-se de Never Let Go, uma canção que, de acordo com os próprios Meltt, encarna uma reflexão sobre o tempo, o propósito e a inevitabilidade do fim, um equilíbrio frágil entre aceitação e resistência. Estes conceitos são musicados através de um registo interpretativo de forte pendor hipnótico, com um efeito sintético impactante abrasivo e de elevado perfil psicadélico a ser exemplarmente acompanhado por um baixo e uma bateria enleantes e uma guitarra reluzente, traves mestras de mais uma composição com um travo oitocentista ímpar. Confere...

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