Tem sido presença assídua recente neste espaço de crítica e divulgação sonora, um projeto a solo chamado Jaguar Sun, com origens em Ontário, no Canadá e encabeçado pelo multi-instrumentista Chris Minielly. É um músico que navega nas águas serenas de uma indie pop apimentada por paisagens ilidíacas e que começou por impressionar esta redação no verão de dois mil e vinte com This Empty Town, o disco de estreia, um trabalho que teve sucessor no ano seguinte, um álbum com onze canções intitulado All We've Ever Known e que tinha a chancela da Born Losers Records.
Agora, quase quatro meses depois de ter andado por cá em alta rotação à boleia de um EP com quatro canções intitulado Blossom, que Minielly criou a meias com o seu conterrâneo Jesse Merenger e quase meia década depois do sempre difícil segundo disco, o músico canadiano volta a ser destaque porque tem pronto o seu terceiro catálogo de originais, um alinhamento de onze canções intitulado Daisy, que vai ver a luz do dia na próxima semana, dia vinte e sete de março, também com a chancela da Born Losers Records.
Do alinhamento de Daisy, escutámos, em fevereiro, No Turning, a composição que abre o alinhamento do disco. Era uma canção intensa e impressiva, assente em faustosas sintetizações, em que se destacava uma batida frenética hipnótica, trespassada por um vasto conjunto de efeitos, alguns algo cavernosos e outros de pendor eminentemente cósmico.
Depois, no início deste mês de março, tivemos para escuta It Takes Time, o quarto tema do alinhamento de Daisy, uma composição com um cariz mais lisérgico e contemplativo, mas que não deixava de ser exuberante no modo como continha várias camadas de sintetizações que, entre o retro, o cósmico, acamavam na perfeição o timbre metálico insinuante de uma guitarra dedilhada com enorme astúcia.
Agora, a uma semana de Daisy chegar aos escaparates, podemos escutar o single My Friend, um luminoso e inquietante tratado de indie folk rock, sustentado por cordas acústicas vibrantes, que são exemplarmente acompanhadas, um pouco mais tarde, por uma guitarra abrasiva, num resultado final que é algo inédito tendo em conta o catálogo de Jaguar Sun, mas que se saúda, até porque reforça o já habitual clima psicadélico das suas criações. Confere...

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