A primeira edição do MagaFest, o festival de música nacional que propõe apresentar nove projectos musicais num só dia, terá lugar em Lisboa, na Casa Independente, no dia 6 de Setembro das 15h às 02h00m, no largo do Intendente, com o apoio da Tasca Tropical. J.P. Simões, Norberto Lobo, Bruno Pernadas e Tiago Sousa são algumas das presenças garantidas.
De acordo com o press release que me foi remetido pela Let's Start A Fire, uma das entidades promotoras do evento, o MagaFest é a consequência natural das MagaSessions que viram passar pela casa da Inês Magalhães e do seu irmão Pedro mais de vinte espectáculos ao longo de dois anos. Músicos nacionais e internacionais fizeram desta casa a sua, apresentando aos convidados as mais diversas experimentações sonoras.
Inês Magalhães é, desde a primeira hora, a grande impulsionadora desta iniciativa e concedeu uma entrevista ao blogue. Confere...
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MAGAFEST // 6 SETEMBRO - CASA INDEPENDENTE from MAGASESSIONS on Vimeo.
A primeira edição do MagaFest, o novo festival de música nacional que propõe apresentar nove projectos musicais num só dia, terá lugar em Lisboa, na Casa Independente, no dia 6 de Setembro das 15h às 02h00m. Pelos vistos, é a consequência natural das MagaSessions que viram passar pela tua casa mais de vinte espetáculos ao longo de dois anos. Antes de abordarmos o MagaFest, adorava que, se não te importasses, explicasses aos leitores deste blogue o que são as MagaSessions e como tudo começou.
Quem pode aceder às MagaSessions e como é que uma banda pode apresentar no evento o seu cardápio? Basta aparecer?
As MagaSessions começaram em Abril de 2012, com uma banda chamada Coreto da qual fazem parte Simão Palmeirim (que estará no MagaFest com o seu projecto Não Simão) e João Marques, na altura começavam o seu projecto mas como é normal nos músicos pouco jeito têm para se promover, resolvi então convida-los para um concerto em minha casa, convidar alguns amigos, filmar e fotografa-los, registo esse momento que depois os ajuda, dando-lhes material para se poderem promover.
As sessões acontecem uma vez por mês ao domingo normalmente às 18h e por isso a escolha de quem vem tocar é feita seguindo uma linha idealizada por mim. Para virem tocar às MagaSessions basta entrarem em contacto através de qualquer uma das plataformas, facebook, vimeo ou pelo site, onde peço para me enviarem algum trabalho que tenham feito, ficando depois ao meu critério se se enquadra e faz sentido.
Adoro música e acho altamente sedutora a ideia de imaginar no mesmo espaço várias bandas a interagirem entre si, com os vários elementos a conversar e a trocar ideias enquanto uma delas toca e, em simultâneo, os próprios fãs e ouvintes envolvidos ativamente nessa dinâmica. Como é o ambiente dessas sessões? Um simples observador, invisível, sentado num canto, poderá observar o quê?
Acabou por ser muito especial e percebi que havia poucos espaços para não dizer quase nenhuns onde se pudesse entrar livremente e estar à distancia de um braço dos músicos. Gosto sempre de frisar que as MagaSessions não são privadas, são íntimas, claro que quando começaram vinham os amigos e alguns amigos de amigos, mas com o tempo, e já lá vão dois anos e meio, a casa foi enchendo. Se no inicio era eu que propunha aos musicos virem tocar, com tempo e muita dedicação ao projecto as MagaSessions foram se materializando para um espaço que já não era só a minha casa.
Como se passou das MagaSessions para um MagaFest?
O MagaFest é uma celebração das MagaSessions, dois anos e meio de muito trabalho que irá culminar dia 6 de Setembro na Casa Independente, uma casa igualmente livre que acolheu de braços abertos a minha proposta, é evidentemente maior e tem uma estrutura para acolher um número de pessoas que infelizmente não consigo na minha casa.
Quais são as tuas expetativas para a primeira edição do evento? O que será para ti um sucesso?
Que a intimidade não se perca e que não chova!
O cartaz da primeira edição já está fechado. Como foi possível incluir nomes tão importantes como o Bruno Pernadas, de quem sou confesso admirador, ou o JP Simões, não querendo descurar a importância dos outros sete projetos?
A maior parte dos musicos que o integram já foram tocar às MagaSessions, e mesmo os que não foram como é o caso do Bruno Pernadas e JP Simões, por se identificarem com o projecto e também por quererem dar força a este tipo de iniciativas aderiram com entusiasmo logo que lhes propus. É incrível.
Apesar de notar uma saudável heterogeneidade nos nomes que estão previstos participar, houve alguma tentativa de conseguir uma certa linearidade sonora no que concerne aos artistas que fazem parte do cartaz, ou o MagaFest está e estará sempre aberto aos mais diversos estilos sonoros, mesmo que não tenham um cariz declaradamente índie?
Há nomes no Cartaz como Tiago Sousa, João Lobo, Noz² que não seguem uma linha Indie, como houve nas MagaSessions, sessões de música experimental, jazz e música de câmara, por onde passaram nomes como Carlos Zíngaro, Hugo Antunes, Pak Yan Lau e Giovanni di Domenico.
Há já algo pensado de diferente para a edição de 2015? A quantidade de artistas, o conceito e o local serão para se manter ou estão abertos a quem possa patrocinar novas e diferentes possibilidades de crescimento?
A edição de 2015 ainda está em aberto, mas talvez uma mudança de local e ser dois dias em vez de um, a ver.
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