Como tenho revelado por cá, o Fusing Culture Experience é um evento cultural conhecido por juntar Música, Arte, Desporto e Gastronomia e que decorre na Figueira da Foz, com a edição deste ano a acontecer já nos dias 14, 15 e 16 de Agosto. Com um cartaz que, no campo musical, abarca alguns nomes da música nacional absolutamente obrigatórios, resolvi entrevistar algumas das bandas e projetos presentes, para aferir das suas expetativas para esta iniciativa e se há, eventualmente, alguma surpresa preparada.
Depois de ter entrevistado o David Santos, aka Noiserv, agora chegou a vez de partilhar convosco a conversa que mantive com Luis Costa, dos You Can't Win, Charlie Brown, a quem desde já agradeço, publicamente, a atenção e o carinho dispensados, assim como à Raquel Laíns, da Let's Start A Fire, por ter intermediado a minha solicitação... No final da entrevista poderás deliciar-te com a audição de Diffraction/Refraction, o fantástico último álbum da carreira dos You Can't Win, Charlie Brown.
Depois do sucesso alcançado em 2011 com Chromatic, o disco de estreia e a recriação ao vivo dos Velvet Underground, no final de 2012, os You Can’t Win, Charlie Brown regressaram há poucos meses aos lançamentos com Diffraction / Refraction. Como tem sido a aceitação deste trabalho pelo grande público?
Foi óptima, quer da parte dos media quer da parte do público. Tem havido um crescimento progressivo no interesse pela banda e isso deixa-nos muito contentes. Ainda há pouco tempo no NOS Alive tivemos direito aos primeiros cartazes feitos por fãs, e inclusive assinámos uma t-shirt feita em casa por uma fã.
A banda prepara-se para participar na próxima edição do Fusing Culture Experience, um evento cultural conhecido por juntar Música, Arte, Desporto e Gastronomia, que decorre na Figueira da Foz nos dias 14, 15 e 16 de Agosto. Quais são as vossas expetativas para este concerto num evento que agrega alguns dos nomes fundamentais do universo musical indie nacional do momento?
Acho que acima de tudo a principal expectativa é de encontrar um bom ambiente , e isso é meio-caminho andado para ser um bom concerto. Da nossa experiência até agora, normalmente nestes festivais fora dos grandes centros urbanos é onde somos mais bem tratados, há um ambiente diferente e mais acolhedor comparativamente aos grandes festivais.
Confesso que o que mais me agradou na audição do álbum foi uma certa bipolaridade entre a riqueza dos arranjos e a subtileza com que eles surgiam nas músicas, muito de forma quase impercetível, conferindo à sonoridade geral de Diffraction / Refraction uma sensação, quanto a mim, enganadoramente, minimal. O ambiente sonoro que recriaram de forma exemplar em estúdio mantém-se nas versões ao vivo dos temas do vosso último álbum, ou vocês gostam de adicionar novos elementos ou transformar os temas, até de acordo com o ambiente onde vão tocar? Uma mesma canção tem diferentes arranjos ao vivo se for tocada numa pequena sala ou no palco do Fusing Culture Experience para milhares de fãs?
As versões ao vivo variam forçosamente em relação às de estúdio, pelo simples facto de que não conseguimos tocar todas as camadas que temos em álbum. Isso sempre foi uma premissa da nossa banda e acaba por tornar o processo de ensaiar para os concertos muito mais interessante, porque as músicas ganham uma dimensão diferente. Ainda assim, não mudamos os arranjos para cada concerto, não somos assim tão loucos! O que fazemos é simplesmente escolher as músicas que se adaptam melhor ao espaço onde vamos tocar.
Já há canções novas que poderão ser ouvidas no concerto?
Por acaso começámos esta semana a dar os primeiros passos de composição para o próximo álbum, mas ainda temos um caminho muito longo pela frente até ter algo de concreto.
Qual vos parece ser a importância para a música portuguesa este tipo de eventos como o Fusing Culture Experience?
É importante para descentralizar a cultura, que continua muito limitada às grandes cidades, e é também importante para as bandas nacionais terem eventos desta dimensão para tocar; os grandes festivais de verão estão normalmente restritos a nomes já consagrados e fazem falta alternativas para bandas de média dimensão tocarem.
Há algum elemento da banda que se arriscaria a participar noutras vertentes do evento, nomeadamente na gastronómica?
Só se for para comer.
Quais são os planos futuros dos You Can’t Win, Charlie Brown? Há algum regresso já programado ao estúdio, ou a banda vai continuar a dar concertos nos próximos tempos? E, já agora, depois do Fusing Culture Experience, onde podemos encontrar-vos ao vivo?
Estamos neste preciso momento a começar a trabalhar em ideias novas para um futuro álbum, mas ainda é muito cedo para fazermos planos concretos. Em paralelo queremos continuar a tocar e a mostrar o Diffraction / Refraction ao vivo, a próxima data será a 29 de Agosto no ZigurFest, em Lamego.
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