Lawrence Arabia é o pseudónimo de James Milne, um músico neozelandês que, não sendo conhecido mundialmente, tem colaborado com projetos e nomes tão distintos como Okkervil River e Feist. No que diz respeito ao seu projeto a solo, estreou-se em 2006 com um homónimo, ao que se seguiu, em 2009, Chant Darling. Agora, já em 2012, no passado dia dezasseis de julho, editou o terceiro disco, initulado The Sparrow, através da Bella Union.
Dos antípodas chegam-nos frequentemente várias propostas musicais que atravessam os mais variados géneros; Dos AC/DC à pop electrónica de uns Presets ou Cut Copy, ou do psicadelismo tribal de uns Ruby Suns às referências históricas que são Nick Cave ou os Dead Can Dance e Crowded House, ouve-se um pouco de tudo. No que diz respeito a este projeto de James Milne, ele encontra as suas raízes numa pop acústica com alguns laivos de folk, de índole mais clássica, ou seja, falamos de canções montadas a partir de uma guitarra acústica e com arranjos de cordas, onde se incluem majestosos violinos, que refletem uma sonoridade elaborada e bastante melódica.
Basta escutar canções como Lick Your Wounds ou o single Travelling Shoes para reconhecer esta pompa acústica e ao memso tempo carregada de luz, assim como uma preocupação bem latente de contar histórias, com se cada uma das nove músicas do disco fosse o reflexo de uma realidade musical vivenciada pelo músico.
Confesso não conhecer a discografia anterior do músico e por isso não posso comparar este álbum com os anteriores; No entanto, a audição de The Sparrow deixou-me bem clara a ideia que Lawrence Arabia ainda anda a ensaiar passos e a experimentar ideias, já que temos canções com tons mais noturnos e despojados e outras mais eufóricas e ritmicamente bastante marcadas.
The Sparrow é um disco que chama a atenção para um nome que pode valer a pena acompanhar de perto. Espero que aprecies a sugestão...
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