Há pouco mais de uma década, no meio da interminável vaga de novos artistas que iam surgindo todos os dias e que foram consolidando os alicerces de um blogue já numa fase de afirmação consistente da sua existência, houve alguns autores que, nesse inesquecível ano de dois mil e doze, acabaram por ficar na retina da nossa redação. Um deles foi o australiano Matt Corby, músico cujo primeiro single, Brother, editado no verão desse ano e grande destaque de um EP intitulado Into The Flame, soou do lado de cá como um daqueles singles revelação e que fez querer descobrir, na altura, toda a obra que esse artista já tinha lançado.

Entretanto, há quase três anos, na alvorada da primavera de dois mil e vinte e três, e depois de no final do ano anterior termos divulgado um single intitulado Problems, Matt Corby voltou aos nossos radares, também pouco mais de dois anos depois de um par de canções chamadas If I Never Say a Word e Vitamin, que o músico lançou em dois mil e vinte. E fê-lo à boleia de um disco intitulado Everything's Fine, o terceiro da sua carreira, um alinhamento de onze canções gravado nos Rainbow Valley Studios com Chris Collins e que foi cuidadosamente dissecado pela nossa redação.
Agora, Matt corby anuncia finalmente o sucessor de Everything's Fine. Trata-se de um trabalho intitulado Tragic Magic. É um registo com treze canções, que vai ver a luz do dia a seis de março do próximo ano e que resultou de dezoito meses de árduo trabalho de composição e gravação em estúdio e que foi produzido por Chris Collins, seu habitual colaborador.
Do seu alinhamento acaba de ser revelado o single Burn It Down. Uma bateria de forte timbre nostálgico, um baixo insinuante e um piano expressivo, instrumentos tocados pelo próprio Corby, são as grandes forças motrizes de uma composição repleta de soul, com um groove e uma luminosidade ímpares, que resultam numa espécie de indie jazz psicadélico, bastante vibrante e policromático, aprofundado pelo cariz sensual da postura vocal de Corby. Confere...
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