Bill Callahan está de regresso ao nosso radar, nesta reta final de dois mil e vinte e cinco, com um naipe de novos singles, quatro anos depois de ter dado as mãos a Will Oldham, que assina a sua música como Bonnie “Prince” Billy. Nessa altura fizeram juntos uma viagem a algum do melhor cancioneiro norte-americano contemporâneo, incubando uma fascinante coleção de versões de originais de nomes que respeitam e veneram, apresentando sempre, em cada nova gravação, um terceiro elemento convidado.

A saga começou no início de novembro com The Man I’m Supposed To Be, um delicioso tratado de country folk rock psicadélico substantivo e de primeira água, feito de uma feliz simbiose entre viola acústica e guitarra rugosa e continua agora, quase no fim de dezembro com Lonely City, um tema que replica o arsenal instrumental do antecessor, mas de um modo mais intimista e cru.
Lonely City é uma canção que vai crescendo em arrojo, tensão e intensidade, à medida que vai recebendo novos detalhes percussivos, enquanto uma guitarra planante ciranda, insistentemente, em oposição ao andamento melódico, comprovando, com enorme mestria e refinadíssima acusticidade e a superior capacidade interpretativa de Callahan.
Estas duas canções são os primeiros avanços revelados de My Days of 58, o disco que o músico norte-americano, natural de Silver Spring, no Maryland, vai colocar nos escaparates a vinte e sete de fevereiro de dois mil e vinte e seis, com a chancela da Drag City e que sucede ao registo YTI⅃AƎЯ, que o artista lançou em dois mil e vinte e dois. O disco foi criado com a ajuda de Matt Kinsey na guitarra, Dustin Laurenzi no sax tenor e Jim White na bateria, além de Richard Bowden (fiddle), Pat Thrasher (piano), Chris Vreeland (baixo), Mike St. Clair (trombone) e Bill McCullough (pedal steel). Confere Lonely City e o vídeo do tema assinado pelo fotógrafo de rua Daniel Arnold...
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