GUM é um projeto a solo liderado pelo australiano Jay Watson, um músico com ligações estreitas aos POND e aos Tame Impala, que em dois mil e vinte e três fez faísca pela primaira vez no nosso radar devido a um disco intitulado Saturnia, um alinhamento de dez canções que viu a luz do dia no final do verão desse ano e que sucedeu ao registo Out In The World, que o artista lançou em dois mil e vinte.

Cerca de um ano depois, em julho de dois mil e vinte e quatro, GUM regressou à nossa esfera sonora devido a um álbum intitulado Ill Times, um alinhamento de dez canções que teve a chancela da p(doom) Records, a etiqueta dos King Gizzard e que Jay Watson incubou a meias com Ambrose Kenny-Smith, um dos elementos fundamentais dos King Gizzard. Este registo era um estrondoso hino à melhor herança do rock psicadélico setentista do século passado, cheio de canções imponentes, repletas de guitarras encharcadas com riffs impetuosos, um perfil orgânico muitas vezes embrulhado por uma vasta pafernália de sintetizações cósmicas, às quais competia um extraordinário papel de adorno, num resultado final repleto de guinadas, interseções, detalhes inesperados e trechos de puro experimentalismo.
Agora, na reta final de dois mil e vinte e cinco, Jay Watson oferece-nos um novo tema, um composição intitulada Expanding Blue. Mantendo o ADN identitário deste projeto GUM, Expanding Blue, uma canção sobre as sensações de serendidade e de liberdade que um amor correspondido oferecem-nos sempre, permite-nos contemplar quase cinco minutos sonoros de acusticidade ecoante e contemplativa, feitos com guitarras dedilhadas com minúcia e alguns arranjos de outros instrumentos de cordas, acompanhados por um subtil piano insinuante e por diversos efeitos de proveniência sintética que oferecem ao tema o indispensável travo lisérgico que este projeto carrega sempre consigo, independentemente da carga emotiva das suas composições. Confere...
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