Meltt – Goodbye

Oriundos de Vancouver, no Canadá, os Meltt têm já uma assinalável reputação no país natal, como uma das bandas que melhor replica aquele rock majestoso e de forte cariz progressivo, enquanto não renega contactos mais ou menos estreitos com outros espetros sonoros, com particular destaque para a eletrónica ambiental, a música de dança e o próprio R&B. Já com um vasto catálogo em mãos, surpreenderam a nossa redação em dois mil e vinte com Another Quiet Sunday, um EP com cinco canções que valeram bem a pena destrinçar e, no ano seguinte, com uma formada de singles que deixaram marcas profundas e este projeto definitivamente na mira.


Meltt


No início do último mês de agosto os Meltt regressaram ao nosso radar à boleia de Hesitate, um novo tema do grupo, que ainda não trazia atrelado o anúncio de um novo disco da banda atualmente formada por Chris Smith, Jaime Turner, James Porter e Ian Winkler. O mesmo volta a suceder com Goodbye, a nova composição que a banda disponibilizou por estes dias, mas parece provável que o anúncio de um novo registo de originais dos Meltt, em formato álbum ou EP, deve estar para breve.


Goodbye são três minutos e meio de indie rock clássico, com uma vincada tonalidade psicadélica e progressiva e com um travo nostálgico indesmentível, no modo como coloca em declarado ponto de mira algumas das principais caraterísticas daquela pop lisérgica, mas também épica e vibrante, que fez escola no início da década de oitenta do século passado.


De facto, em Goodbye, Uma bateria com ímpar groove, um baixo vincado e uma guitarra preenchida com um efeito metálico luminoso e pleno de soul, acamam diversos efeitos sintéticos, com o registo vocal ecoante e emotivo de Chris Smith e um refrão grandioso, a rematarem com exemplar bom gosto uma composição vibrante e, como tem sido norma nos Meltt, charmosamente psicadélica. Confere...



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