Quatro anos depois do extraordinário registo Rorschach Test, o décimo terceiro álbum de Jay-Jay Johanson, o músico sueco está de regresso ao formato longa duração em dois mil e cinco, com um álbum ainda sem nome divulgado, mas do qual já são conhecidos vários extraordinários avanços, que têm impressionado verdadeiramente a nossa redação.

Jay-Jay Johanson tem já entre mãos um riquíssimo repertório de experimentações sónicas que têm cimentado um percurso sonoro tremendamente impressivo e cinematográfico de um dos nomes mais relevantes da pop europeia das últimas três décadas, um artista com uma carreira ímpar e que merece ser apreciada com profunda devoção. O seu próximo passo discográfico irá, certamente, aprofundar ainda mais o modo convincente como olhamos com gula e gosto para o seu catálogo, com canções como How Long Do You Think We're Gonna Last?, o primeiro aperitivo conhecido em março do álbum e agora Ten Little Minutes a oferecerem-nos essa confiança relativamente ao que aí vem.
De facto, se How Long Do You Think We’re Gonna Last?, alicerçava num piano envolvente, diversos arranjos enleantes e um registo vocal intenso e emotivo, que incubaram uma composição com uma beleza sonora inquietante, Ten Little Minutes tem uma faceta ainda mais íntima e, de certo modo, mais angulosa e vibrante, mesmo que, instrumentalmente, esta canção soe de modo mais simples e minimalista do que a anterior. Em Ten Little Minutes deliciamos os nossos ouvidos com um extraordinário tratado de jazz contemporâneo, com uma bateria subtil e um piano buliçoso, a darem vida a quase quatro minutos, em que delicadeza e sedução se confundem com um charme ímpar. Confere...
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