Damien Jurado – Call Me, Madame

O norte-americano Damien Jurado atravessa, claramente, uma das fases mais profícuas da sua já longa carreira. Depois de na primavera de dois mil e vinte e um ter editado o excelente registo The Monster Who Hated Pennsylvania, regressou, no verão do ano seguinte, com um novo disco também monstruoso, intitulado Reggae Film Star e o ano passado editou Sometimes You Hurt The Ones You Hate, o décimo nono registo de originais deste músico e compositor natural de Seattle, um trabalho que, como é habitual neste artista, teve a chancela da Maraqopa Records, a sua própria etiqueta.


Damien Jurado On Writing In Quarantine And 'What's New, Tomboy?' : NPR


Em dois mil e vinte e quatro Jurado tem-se dedicado a lançar alguns temas avulsos em formato single, disponíveis na sua página bandcamp e um deles chamou a nossa atenção. Trata-se de Call Me, Madame, uma canção com direito a duas versões distintas Smoking Version e Non-Smoking Version e que conta com a participação especial do The Everett Assembly, um grupo coral criado pelo próprio Damien Jurado no verão deste ano. O resultado final é imponente e charmoso e de forte travo vintage, potenciado por um processo de gravação eminentemente analógico, com a primeira versão a incidir numa base instrumental eminentemente orquestral e clássica e a segunda a colocar as fichas num clima mais jazzístico. Uma belíssima novidade, com uma sofisticação muito própria e sem paralelo no panorama da indie folk contemporânea, incubada por um dos maiores cantautores e filósofos do nosso tempo. Confere...



01. Call Me, Madame (Smoking Version)
02. Call Me, Madame (Non-Smoking Version)



 

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