Thomas Meluch aka Benoît Pioulard e Rafael Anton Irisarri são a dupla que dá vida ao projeto norte-americano Orcas, que baseia a sua sonoridade em elementos melódicos clássicos, etéreos e na eletrónica de cariz mais acústico e ambiental. A dezanove de julho vão regressar aos discos com um alinhamento de dez canções intitulado How to Color A Thousand Mistakes e que terá a chancela da insuspeita Morr Music.

How to Color A Thousand Mistakes sucede ao registo Yearling que viu a luz do dia em dois mil e catorze e Riptide é o single de apresentação do disco. Muito do mercado alternativo atual tem tendência a rejeitar o que supostamente é demasiado contemplativo e pouco feliz, apesar de melodicamente belo, porque o que satisfaz e aconchega os ouvidos é o que soa mais imediato e pouco complicado de absorver. Se segues esta tendência e consomes música segundo esta permissa, então Riptide não é a canção ideal para ti, porque tem a capacidade quase inata de nos levar à busca do isolamento, enquanto nos remete para algo introspetivo, mas indubitavelmente belo e frágil.
De facto, sintetizações charmosas, um baixo vigoroso e com uma densidade pulsante e alguns efeitos planantes com uma epicidade ímpar, são nuances que fazem de Riptide um belo tratado de dream pop, que calcorreia territórios eminentemente esotéricos e sintéticos, mas que também não deixa de conter um certo travo aquele indie rock mais contemplativo, melancólico e atmosférico, mas mesmo assim incisivo, encarnando uma sonoridade que vai ao encontro daquilo que são hoje importantes premissas de quem acompanha as novidades deste espetro sonoro e que, num período de algum marasmo, deveria ser uma estética com maior acolhimento junto do público. Confere Riptide e o artwork e a tracklist de How to Color A Thousand Mistakes...

1. Sidereal
2. Wrong Way to Fall
3. Riptide
4. Heaven’s Despite
5. Next Life
6. Swells
7. Fare
8. Without Learning
9. Bruise
10. Umbra
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