Com uma dezena de discos no seu catálogo, os Woods são, claramente, uma verdadeira instituição do indie rock alternativo contemporâneo. De facto, esta banda norte americana oriunda do efervescente bairro de Brooklyn, bem no epicentro da cidade que nunca dorme e liderada pelo carismático cantor e compositor Jeremy Earl e pelo parceiro Jarvis Taveniere, tem-nos habituado, tomo após tomo, a novas nuances relativamente aos trabalhos antecessores, aparentes inflexões sonoras que o grupo vai propondo à medida que publica um novo alinhamento de canções. E foi isso que sucedeu o ano passado com Strange To Explain, álbum que, plasmando tais laivos de inedetismo, entroncou num fio condutor, com particular sentido criativo, que abarcou todos os detalhes que o indie rock, na sua vertente mais pura e noise e a folk com um elevado pendor psicadélico permitem. Estes foram, de facto, os grandes pilares de um registo que, pelos vistos já tem sucessor.
More Strange é o nome do próximo disco dos Woods. Terá um alinhamento de dezasseis canções e irá ver a luz do dia a vinte e três de julho próximo, à boleia da Woodsist. Será, na verdade, uma espécie de novo lançamento de Strange to Explain em edição de luxo, ou seja, terá os onze temas do antecessor, quatro novas composições e uma nova versão nova do tema Be There Still.
Waiting Around For A New Me, um dos novos inéditos, é o single de apresentação de More Strange, um portento de luz e de cândura que mostra os Woods num território sonoro onde se sentem particularmente confortáveis. Falo daquele rock eminentemente reflexivo e íntimo e com um elevado travo folk, um tema que impressiona pela beleza dos arranjos, o típico falsete de Jeremy e que busca um clima otimista, reluzente e aconchegante. Confere...
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