Os suecos Mando Diao, uma banda de rock alternativo formada em dois mil e um, com origem em Borlänge e comandada atualmente por Björn Dixgård, Mats Björke e Carl-Johan Fogelklou, regressaram aos lançamentos discográficos no verão passado com I Solnedgången, o décimo tomo da carreira do projeto e o primeiro álbum em língua sueca dos Mando Diao desde dois mil e doze, ano em que lançaram Infruset, talvez o mais bem sucediddo trabalho deste grupo e que, recordo, utilizava em todas as canções poemas de Gustaf Fröding (1860-1911), um conceituado poeta sueco.

Depois do lançamento de alguns singles de promoção ao disco, os Mando Diao revelaram recentemente um novo original. A canção chama-se Vi Lever Nu e coloca as fichas numa estética com elevada filosofia orgânica e centrada eminentemente nas cordas, talvez o território onde este quarteto sueco se tem sentido mais confortável ao longo da carreira. É uma composição sólida e uniforme, muito centrada, liricamente, nas fraquezas individuais e na fragilidade própria da existência humana (Vi Lever Nu significa Nós vivemos agora) e instrumentalmente assenta na acusticidade das cordas, muitas vezes sobrespostas, quer no timbre, quer na tonalidade, mas sem cairem na tentação de recorrerem aos decibéis. Confere...

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