Os Grand Sun de Ribeiro, António, Simon e Miguel, um coletivo oriundo de Oeiras, nos arredores da capital, estream-se a vinte e sete de março próximo no formato álbum com Sal Y Amore, uma coleção de dez canções que, à boleia da Aunt Sally Records, deverá, de forma mais crua, sem filtros e genuína que o antecessor, o EP The Plastic People Of The Universe, encarnar um exuberante registo indie com fortes raízes no rock setentista mais lisérgico, mas também naquela pop efervescente que fez escola na década anterior e onde a psicadelia era preponderante no modo como trespassava com cor e luminosidade o edifício melódico de muitas composições.

Sal Y Amore foi bastante inspirado nos concertos e nas viagens que os Grand Sun fizeram o ano passado, onde constam passagens memoráveis pelo Festival Ecos de Lima, a Festa do Avante ou o Festival Termómetro. O registo foi gravado e misturado por André Isidro nos estúdios Duck Tape Melodies e masterizado pelo João Alves no Sweet Mastering Studio.
Veera é um dos momentos maiores de Sal Y Amore, uma canção que plasma o nome de uma rapariga decidida a ser enigmática, descrita através de uma alegoria pop particularmente luminosa, conduzida por uma guitarra inspirada, sintetizadores cósmicos e um constante efeito vocal ecoante, uma maravilhosa amostra do primeiro sal saudável para hipertensão, que os Grand Sun pretendem colocar nos nossos pratos em dois mil e vinte. Confere...
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