
Será a vinte e sete de setembro próximo e à boleia da ATO Records que irá ver a luz do dia o terceiro registo de originais dos britânicos Temples, uma banda de rock psicadélico formada por James Edward Bagshaw (vocalista e guitarrista), Thomas Edison Warsmley (baixista), Sam Toms (baterista) e Adam Smith (teclista e guitarrista). Este quarteto natural de Kessering, estreou-se nos discos em dois mil e catorze com o excelente Sun Structures, três anos depois foi editado Volcano, o sempre difícil segundo disco e agora será a vez de Hot Motion, onze canções das quais já se conhece a que dá nome ao álbum e que abre o seu alinhamento.
Música sobre as tensões do desejo, sobre sonhos e pesadelos e já com direito a um hipnótico vídeo da autoria de David Lynch, Hot Motion começa por impressionar pelo virtuosismo da bateria e pelo modo como esse instrumento assume as rédeas na condução do tema, tendo sempre uma posição cimeira, mesmo quando as guitarras mostram todo o seu esplendor, nomeadamente no refrão. A majestosidade e o esplendor instrumental da composição, acabam por fazê-la revalar para aquela aúrea setentista que conduziu alguns dos melhores intérpretes do rock experimental e progressivo da história do rock clássico, uma abordagem mais corajosa e lisérgica por parte dos Temples e que faz adivinhar um registo mais intrincado, grandioso e complexo que os antecessores. Confere Hot Motion e a tracklist do disco...
Hot Motion
You’re Either On Something
Holy Horses
The Howl
Context
The Beam
Not Quite The Same
Atomise
It’s All Coming Out
Step Down
Monuments
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