Os Speedy Ortiz são Matt Robidoux (guitarra), Mike Falcone (bateria), Sadie Dupuis (guitarra, voz) e Darl Ferm (baixo), uma banda dos arredores de Boston que acaba de editar o EP Real Hair, um trabalho que chegou aos escaparates no passado dia onze de fevereiro, por intermédio da Carpark Records e que sucede a Major Arcana, o registo de estreia dos Speedy Ortiz. Este EP foi gravado e misturado por Paul Q. Kolderie, que já trabalhou com bandas tão importantes como os Pixies ou os Radiohead.
Real Hair tem um alinhamento com quatro temas e, como seria de esperar, é um trabalho cheio de guitarras que, do fuzz ao grunge, explodem em elevadas doses de distorção, com raízes no rock alternativo da década de noventa. Este é mais um daqueles álbuns feitos por quatro músicos que sonham resgatar a alma de um som com mais de vinte anos e que, muitas vezes tocado com uma certa displicência, mas sempre com uma grande dose de alma e criatividade, marcou indubitavelmente uma geração.
Os Speedy Ortiz vão diretos ao assunto com melodias certeiras, a darem vida a letras algo complexas, escritas por Dupuis, uma estudante de poesia e muito inclinada para uma elaborada introspeção. Em Oxygal impressionam pelas variadas mudanças de direção e por um clima algo denso, mas em American Horror entram nos eixos e exemplificam com precisão aquilo que pretendem e realmente são, exímios intérpretes de um noise rock cheio de guitarras distorcidas e inebriantes. Em Everything’s Bigger e Shine Terror prosseguem a demanda feita de uma complexidade instrumental e lírica que nos envolve e nos faz mergulhar numa complexa teia, tecida por uma banda que está no rumo certo para se tornar numa referência essencial do rock alternativo nos próximos anos.
Os Speedy Ortiz preparam-se para entrar em digressão com os Breeders, Stephen Malkmus & the Jicks e Los Campesinos!. Confere...
1. American Horror
2. Oxygal
3. Everything’s Bigger
4. Shine Theory
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