Depois do homónimo lançado no outono de 2012, os londrinos TOY de Tom Dougall (voz e guitarras), Dominic O'Dair (guitarras), Maxim Barron (baixo e voz), Alejandra Diez (sintetizadores e modulação) e Charlie Salvidge (bateria e voz), já estão de regresso com o sucessor. O sempre difícil segundo álbum deste coletivo chama-se Join The Dots, voltou a ser produzido, à semelhança da estreia, por Dan Carey e chegou aos escaparates no passado dia nove de dezembro por intermédio da Heavenly Recordings.
Em Join The Dots os TOY prosseguem a sua viagem inebriante por décadas passadas, principalmente o krautrock dos anos setenta, já que neste disco escuta-se novamente um leque alargado de sonoridades que incluiem o punk, o psicadelismo, o krautrock ou o post rock, à semelhança do que ultimamente fazem tantos projetos por esse mundo fora. O rock psicadélico é um dos géneros musicais mais abordados no universo musical alternativo e, com uma já aparente saturação, apenas as bandas que conseguem criar algo único e distinto é que conseguem agradar aos fiéis seguidores e, eventualmente, alargar o leque de ouvidos que procuram aprimorar-se e deliciar-se junto deste estilo musical tão peculiar.
O segundo trabalho dos londrinos TOY é uma brilhante sequência do tal disco de estreia; Em Join The Dots esta banda britânca volta a submergir num universo de sons que reproduzidos através da guitarra dão a sensação de profundidade e imersão. Condutor, o tema instrumental de abertura, é a estrutura exemplificada do disco, uma canção assente em instrumentos repetidos, um aumento progressivo do volume e arranjos e que criam um clima que quando recebe a voz leva-nos ao encontro da melhor psicadelia da atualidade. Este tema deixa-nos facilmente empolgados e a sequência com as magistrais You Won’t Be The Same, As We Turn e a épica canção homónima do disco não nos deixa aterrar de imediato e, pelo contrário, eleva-nos ainda mais alto e ao encontro do típico universo flutuante e inebriante em que assenta a psicadelia.
Os TOY têm a grande virtude de não viverem apenas da guitarra para realçar as suas melhores caraterísticas; A bateria pulsante que nos fez descolar em Condutor, regressa em Left To Wander e em Endlessly, e fá-lo com algum brilhantismo, deixando-nos a salivar pelo que será o futuro dos TOY também ao nível da percurssão. E depois também há que não menosprezar a voz de Tom Dougall que na introspetiva Frozen Atmosphere denota aquela encantadora fragilidade que emociona qualquer mortal, ainda mais quando é acompanhada por um instrumental épico e marcante, algo também muito audível e plenamente alcançado na excelente It’s Been So Long.
Estes são apenas mais dois exemplos de dois temas que marcam Join The Dots e que demonstram que os TOY apontam agulhas para um futuro trilhado por percursos sonoros interessantes, pintados por uma psicadelia que escorre, principalmente, nas guitarras, cimentando o cliché que utilizei no final da crítica que escrevi ao disco de estreia da banda; Na minha opinião, gostar de TOY continua a ser, cada vez mais, uma simples questão de bom gosto. Confere...
01. Conductor
02. You Won’t Be The Same
03. As We Turn
04. Join The Dots
05. To A Death Unknow
06. Endlessly
07. It’s Been So Long
08. Left To Wander
09. Too Far Gone To Know
10. Frozen Atmosphere
11. Fall Out Of Love
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