Os The Rest são uma banda natural de Toronto, no Canadá e surpreenderam-me com Seesaw, disco lançado já em 2012 e que sucede ao EP The Cried Wolf Book e a Everyone All At Once, dois trabalhos lançados em 2010. Falo de um disco bastante curioso, disponível numa edição limitada em vinil através do bandcamp da banda e que foi lançado pela Auteur Recordings.
Parece que Seesaw demorou quase três anos a ver a luz do dia; Uma série de contratempos e tragédias atrasaram o seu lançamento, nomeadamente a morte de um amigo próximo da banda e que iria ficar responsável pela produção do disco. Em memória do mesmo, os The Rest decidiram homenageá-lo mantendo as sessões de gravação que fizeram com ele numa igreja entretanto convertida em estúdio. Essa sessão com o malogrado produtor resultou num conjunto de canções bastante interessante mas que, por capricho das modernas tecnologias e da era digital, eclipsaram-se devido ao mau funcionamento de um disco rígido. Assim, em abril de 2011, dez canções prontas a serem lançadas no mercado, desapareceram e deixaram o grupo bastante frustrado.
Mas os The Rest, apesar do golpe, não se deixaram abater; Depois de uma busca incansável de seis meses por uma solução, conseguiram salvar as gravações com a ajuda de uma empresa especializada, imagine-se, na recuperação de dados das caixas negras dos aviões.
Toda esta novela que exemplifica de forma bonita a capacidade de canalizar as dificuldades para criar algo construtivo e relevante, talvez acabe por refletir o sentimento de exaltação que transborda deste Seesaw e a alegria exuberante das músicas que combinam elementos do shoegaze com uma pop fortemente exaltada pela voz vibrante de Adam Bentley. Existem elementos sonoros familaires como a guitarra do single Jonh Houston, a minha canção preferida do disco, Laughing Yearning é certamente inspirada em Paul Simon e Could Be Sleeping é um momento alto de emoção com Bentley a tentar atingir o clímax e também o nosso coração.
Seesaw é uma coleção de belas canções que lutaram muito para serem ouvidas, que foram arrancadas à força da extinção e que ressuscitaram para fazerem deste disco um dos melhores que ouvi, até agora, neste ano de 2012. Espero que aprecies a sugestão...
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