Os australianos The Temper Trap, banda formada em 2005, liderada por Dougy Mandagi e conhecida pelo som atmosférico, com guitarras e um grande conjunto de ritmos pulsantes, só viram o sucesso em 2009 quando Sweet Disposition, extraído do seu álbum de estreia Conditions, se tornou num verdadeiro fenómenos à escala mundial. Agora, em maio de 2012, regressaram aos lançamentos com um disco homónimo lançado através da Infectious Records.

Os The Temper Trap são aquela típica banda que lança um primeiro álbum que conquista milhares de fãs e que acabam por criar uma tremenda expectativa para o segundo álbum e que muitas vezes sai um pouco defraudada.
O disco abre com a épica Need Your Love, uma canção carregada de metáforas, mas logo a seguir vem uma das canções mais curiosas deste The Temper Trap e que denota uma enorme vontade de deixar, desde logo, a sonoridade de Conditions para trás; Falo de London’s Burning, uma canção onde o grupo canta sobre os distúrbios que ocorreram na capital britânica o ano passado, sendo de referir que a banda reside nessa cidade desde 2009, com o firme propósito de fabricar o sucessor de Conditions e replicar o sucesso da estreia. Naturalmente, vivendo o fenómeno de perto, deixaram-se inspirar pelo mesmo, o que não implica necessariamente que os The Temper Trap queiram assumir que são um grupo com fortes convicções políticas e sociais.
Ao longo dos disco a voz de Mandagi assemelha-se algumas vezes ao registo de um Jeff Buckley e é uma voz que é feita com doloridas expressões faciais. A mesma serve para dar vida a canções assentes numa guitarra carregada de efeitos e em sintetizadores. Essa busca quase obsessiva por uma nova identidade sonora e pela ruptura com a estreia, fá-los, neste homónimo, aproximarem-se demasiado de uma sonoridade dos anos oitenta que tanto oscila entre o rock de estádio de uns Scorpions, como a pop baladeira e melancólica dos Spandau Ballet. Mesmo quando em Miracle Mandagi volta ao seu reconhecível falsete e a uma sonoridade mais familiar, ele parece que está a recriar algo que já existe em vez de desbravar novos caminhos.
Em suma, neste homónimo os The Temper Trap assumem a louvável vontade de experimentar, mas acabam por ter o handicap de não produzir nada tão acessível como Sweet Dispositions ou Fader. Espero que aprecies a sugestão...
01. Need Your Love
02. London’s Burning
03. Trembling Hands
04. The Sea Is Calling
05. Miracle
06. This Isn’t Happiness
07. Where Do We Go From Here
08. Never Again
09. Dreams
10. Rabbit Hole
11. I’m Gonna Wait
12. Leaving Heartbreak Hotel
13. Want (Bonus)
14. The Trouble With Pain (Bonus)
15. Everybody Leaves In The End (Bonus)
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