Long Long Long - Who The Fuck Said Family Ain't Family No More

Os Long Long Long são de Halifax, no Canadá e andam a fazer furor com o seu mais recente EP, Who The Fuck Said Family Ain't Family No More, editado no passado dia 20 de abril. Já no ano de 2010 tinham disponibilizado gratuitamente alguns EPs e agora andam em digressão pelos Estados Unidos, a tomar o pulso à sua própria música; Entretanto já prometeram mais dois discos de curta duração até ao final deste verão.



O saldo da criatividade, dentro da experimentação sonora que guia esta banda é interessante e existe, sem dúvida, no meio de um aparente caos, uma coerência marcante e que faz com que esta banda possa vir a ser especial. Os próprios Long Long Long afirmam que querem que cada EP venha a público sem aviso prévio e se torne uma espécie de instante temporal, que deve esgotar-se logo que a sua audição chega ao fim e nesse instante ser deixado para trás. Isto não significa que a sua música não deva ser ouvida duas vezes; Apenas assumem que fazem música direta, daquela que se consome no instante e que serve apenas para pura diversão, sem haver o pretensiosismo de deixar uma marca, ou fazer com que no nosso intímo evoquemos algo de especial.


Esta espontaneidade, por paradoxal que possa parecer, demonstra já uma interessante maturidade musical, numa banda jovem que também assume querer apenas ser ouvida enquanto existir, além de se recusar, para já, a editar discos sem ser gratuitamente. Assim, Who The Fuck Said Family Ain't Family No More, é considerado pela crítica que li um enorme passo em frente dos Long Long Long; Há muitos momentos de brilhantismo, dos quais realço as harmonias de Sure, Sometimes You Win, o caos de If There's A Rumble, You Guys'll Back Me, Right? e a sonoridade groove de There Are Tape Machines Down There. Mas sem dúvida que o grande destaque vai direitinho para o épico de retalhos de oito minutos e cheio de poderosas distorções, You'll Not Guess Who I Met in Minnesota. Só não consigo é ainda atinar com o reverb que esta e outras bandas usam em alguns excertos de músicas na voz, à imagem dos Wavves e dos Best Coast, a fazer lembrar as bandas de surf rock dos idos anos 50/60.


Seja como for e como a própria capa do EP indica, há algo de infantil na sonoridade desta banda e na forma como brincam com as guitarras despreocupadamente; Mas não duvido que é tudo criado com ordem, que existe um planeamento cuidado e, mais importante que tudo isso, que há aqui música composta com emotividade. Fica a sugestão...



 
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Comentários

  1. Gostei da primeira :) E já agora que referes Best Coast, tb tenho ouvido bastante! **

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  2. Fiz o download, ouvi de fio a pavio, e... Não dá. Que coisa chata. Se tu dizes que isto foi um avanço considerável ao q os gajos eram, imagino o sufoco que ficou pra trás. Obrigado na mesma pela divulgação.
    Tu sabes q eu ouço surf music, e fazer referências a um estilo de música que era maioritariamente instrumental e onde a única reverberação era a do pedal da guitarra (raríssimas vezes) e a bateria tinha uma cadência exacta do princípio ao fim, induz em erro. Isto lá pró meio tem uma sonoridade beach boys numa das músicas, mas é um cheiro muito ténue.

    Gd abraço Johnny

    ps. cá pra mim, neste caso, a distorção das vozes prende-se com o facto de eles próprios não acharem que têm grande voz... acho eu.

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