Prosseguindo na Islândia, hoje vou falar dos Útidúr (já agora, pronuncia-se ooh! – detour). A banda é constituida por doze elementos, descritos como um enxame de músicos que produzem, segundo a crítica local, da mais doce e suculenta indie pop que se tem ouvido por lá ultimamente.

Este projeto nasceu em 2009 da iniciativa do guitarrista e cantor Gunnar Örn, da teclista Kristinn Roach e da cantora Rakel. Devido às ideias musicais que tinham e as diversas influências que pretendiam abarcar, rapidamente sentiram necessidade expandir a sua base instrumental e melódica e expandiram a formação, que inclui agora intérpretes de baixo, bateria, trompete, vioinos, guitarra e acordeão, entre outros instrumentos que não fui capaz de traduzir. Fica a formação;
Gunnar Örn - Voz & guitarra
Gunnar Gunnsteinsson - Contrabaixo
Haukur Þór - Básúna
Helga Jónsdóttir - Fiðla
Kristinn Roach - Piano
Lárus Guðjónson - Trommur
Mæja Jóhannsdóttir - Fiðla
Rakel Mjöll - Voz
Ragnhildur Gunnarsdóttir - Trompete
Salka Sól - Harmónica & trompete
Sigrún Inga - Fiðla
Úlfur Alexander - Guitarra & voz
Os Útidúr são pois um colectivo bastante díspar e colorido, mas que também é capaz de alguns momentos etéreos e introspectivos na sua música.
O álbum de estreia dos Útidúr chama-se This Mess We’ve Made, e foi gravado no verão passado, nos estúdios dos Sigur Rós, em Sundlaugin, tendo participado nesse processo cerca de vinte músicos, ou seja, apesar de a banda ser extensa, ainda sentiram necessidade de incluir alguns convidados. O disco foi lançado pouco depois, a dez de Outubro, através da Gogoyoko e da bandcamp.
A sua sonoridade é constantemente comparada a bandas e artistas de nomeada, com destaque para Angelo Badalamenti, Beirut, Calexico e Ennio Morricone, algo que se entende até porque, como acontece nestas influências e na maioria das bandas desta ilha, os instrumentos de sopro têm sempre papel de relevo.
O álbum soa muito bem há medida que se vai avançando na audição, criando a banda sonora perfeita para se imaginar uma atmosfera complexa em termos auditivos, mas com sentido coerente e que não vai variando muito, ou seja, ouve-se muitos sons diferentes, ruidosos e agradáveis ao mesmo tempo, sobrepostos em camadas, ou até encadeados entre si, mas de forma agradável, imaginativa e cuidada. E em determinados momentos, além das bandas citadas anteriormente, ouve-se coisas que antes só encontrei nos Tindersticks. Não é facil ainda apontar uma faixa favorita, mas a melodia e as harmonias de The glow-retreat ficaram-me no ouvido. Confiram vocês mesmo e espero que apreciem a sugestão!
Contacto: utidur@gmail.com
Fica para conhecer mais tarde.
ResponderEliminarAbraço