
Os The Decemberists são uma banda norte-americana original de Portland, no Oregon. Lançaram o seu primeiro EP intitulado 5 Songs, de forma independente, em 2001, relançado no ano seguinte pela Hush Records que também lançou, nesse mesmo ano, o primeiro álbum de originais da banda. Eis a discografia: Castaways and Cutouts (2002), Her Majesty, The Decemberists (2003), Picaresque (2005), The Crane Wife (2006), The Hazards of Love (2009) e The King Is Dead (2011), o disco que me leva a escrever sobre esta banda formada por...
Embora os The Decemberists sejam geralmente classificados como uma banda pop indie, eles percorrem estilos musicais tão variados como o rock progressivo e a folk. Também usam instrumentos peculiares como o xilofone, o acordeão e o contrabaixo acústico e as letras andam quase sempre à volta de histórias sobre personagens peculiares e do universo fantástico, escritas pelo vocalista Colin Meloy.
O disco The Hazards of Love, de 2009, estava recheado de intensidade e boas canções, mas que tinham uma sonoridade até então estranha à banda de Portland, que baseou sempre o seu som na típica coutry-folk. Pelo que já percebi, no novo disco The King Is Dead voltaram à sua zona de conforto, feita dos instrumentos que referi acima e que servem quase sempre para compôr baladas inspiradas na américa profunda. Já conheço quatro músicas do disco e o cenário de The King Is Dead continua portanto definitivamente folk, com uma mistura instrumental de acordeão, violino e harmónica colada ao normal arsenal da pop-rock (guitarras/baixo/bateria). Peter Buck, guitarrista dos R.E.M., toca em Don’t Carry It All e em Calamity Song, duas músicas curiosamente recheadas de influências da banda liderada por Michael Stipe. Também toca no bem escolhido single Down By The Water, uma canção ritmada, alegre e que atingiu estes dias o primeiro lugar no top da Billboard. Mas a música que mais destaco é This Is Why We Fight, que é, para mim, a melhor do álbum. The King Is Dead é produzido por Tucker Martine, habitual colaborador dos The Decemberists.
A grande questão é que, com esta aposta na continuidade, acabam por fazer de conta que The Hazards of Love não existiu quando foi considerado pela crítica o melhor disco de sempre da banda. Na minha opinião, decidindo não continuar a arriscar, optaram por não marcar a diferença e ficaram iguais a outras dezenas de bandas. São opções que me fazem uma certa confusão até porque considero qualquer forma de arte e em pespecial a música, como um veículo privilegiado de expressão da criatividade e de manifestação de sentimentos e emoções!
Resumindo, esta não é uma banda extraordinária ou que tenha ao longo da carreira acrescentado algo de fabuloso ao universo da pop e da indie, no trajeto já longo e consistente que possui. Mas os The Decemberists têm uma sonoridade tipicamente americana e para quem aprecia o género, este disco é, na minha opinião, obrigatório.

Don't Carry It All
Calamity Song
Rise To Me
Rox In The Box
January Hymn
Down By The Water
All Arise
June Hymn
This Is Why We Fight
Dear Avery
Nas minhas pesquisas descobri uma história curiosa sobre os The Decemberists e que poderia ter ditado o seu fim; Em Março de 2005, a carrinha com a qual o grupo fazia uma digressão foi roubada, assim como todos os instrumentos. Mas graças a doações de fãs, de outras bandas e de fabricantes de instrumentos, a banda pode prosseguir a sua carreira.
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