The Phoenix Foundation - Buffalo


 


Só porque a Nova Zelândia é um arquipélago isolado e entalado entre a Austrália e o Antártico, não significa que ela se exclui de tudo, inclusive da música e que não tenha bandas boas para apresentar ao mundo; O caso da Islândia, nos antípodas do país dos kiwis mas com algumas características geoposicionais similares, é apenas uma confirmação desta minha teoria.


Confesso desde sempre ter sentido uma enorme atração por este tipo de países, no que diz respeito à sua cultura musical. O isolamento potencia a nostalgia que tanto gosto, meio caminho andado para, estando a criatividade e o gosto pela preservação da sonoridade nativa presentes, haver qualidade musical e coisas bonitas e bem feitas.


Mas voltando à Nova Zelândia, no cenário musical independente parece existir bastante potencial por aqueles lados; Die! Die! Die!, Kids of 88, Ladyhawke, The Veils, (uma banda que gosto muito) The Clean ou os The Ruby Suns são alguns nomes já familiares para quem tenta descobrir música nova e se não são suficientes para abrir o apetite musical por este país, então apresento-vos uma banda quem os neo-zelandeses com certeza se sentem orgulhosos...


Chamam-se The Phoenix Foundation, nasceram na capital Wellington e os seus membros são Samuel Scott (guitarras e voz), Lukasz Buda (guitarras, voz e teclados), Conrad Wedde (guitarras), Tom Callwood (baixo), Richie Singleton (bateria) e Will Ricketts (percussão). Consideram que bandas como os Belle & Sebastian, Radiohead, Pixies, Sonic Youth e Grandaddy, são as suas maiores influências, o que me leva a admitir, tendo também em conta o que já ouvi deles, que a sua sonoridade seja uma mistura de rock/pop psicadélico, adocicado por alguma pop relaxante.


Já tinha feito referência a eles AQUI para recomendar Bleaching Sun, um single já de 2008, retirado do disco Happy Ending. Agora no início de 2011 estão de volta com Buffalo, o quarto disco de originais depois de Horsepower (2003), Pegasus (2005) e o já citado Happy Ending (2007). Buffalo já viu a luz do dia ainda em 2010, mas só foi editado na Europa na passada segunda-feira e deve estar a chegar também às nossas lojas.
Já conheço três músicas deste novo disco: Flock of Hearts, Buffalo e Pot. São melodias hipnotizantes em que a construção segue praticamente a mesma ideia do início ao fim e os vários instrumentos repetem os mesmos acordes, o que faz com que facilmente a melodia se instale cá dentro. O trabalho de produção dos vários sons em cada faixa é impecável, notando-se um cuidado extremo e digno de nota. Por fim, os refrões foram escritos para ficarem logo na retina e serem facilmente cantados.


Todos estes ingredientes devem fazer de Buffalo um álbum bem apetecível para a primavera que não tarda e deve ser também um daqueles discos em que a sensação da primeira vez não se esgota à primeira audição. Será certamente um disco a merecer audição mais atenta e repetida e uma das boas surpresas deste ano. Por cá já caminha firmemente nessa direção...


 



Eventually


Buffalo


Flock of Hearts


Pot


Bitte Bitte


Skeleton


Orange & Mango


Bailey's Beach


 Wonton


Golden Ship   


 


Os The Phoenix Foundation começam este fim-de-semana uma digressão pela Europa e que durará cerca de um mês. A maior parte das datas são no Reino Unido com os The Go! Team, mas também irão passar por algumas cidades como Amesterdão, Bruxelas, Paris, Colónia, Berlim, Hamburgo, Lausanne ou Zurique. Não faço a mínima ideia se Man On The Moon é lido em alguns destes países e cidades; Caso seja, não percam esta oportunidade.


 


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