Estreias da Semana 27.01.11

Das estreias desta semana nas nossas salas de cinema gostaria de destacar dois filmes...



 


Love And Other Drugs (O amor é o melhor remédio) é o filme que volta a juntar Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal depois de Brokeback Mountain. É uma comédia romântica realizada por Edward Zwick (Resistentes, Diamante de Sangue, O Último Samurai) e baseada na autobiografia de Jamie Reidy, Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman.


Vi ontem no Magazine Janela Indiscreta, da RTP2, a apresentação deste filme e percebi que Jamie é um delegado de informação médica da Pfizer (certamente o grande patrocinador deste filme), famoso por convencer os médicos a prescreverem Zoloft em vez do famoso Prozac. Pelo caminho, vai espalhando o seu charme pelo sexo oposto até se cruzar com Maggie, uma jovem que cultiva a sua independência. A atracção entre os dois é inevitável. E quando Jamie falha sexualmente com Maggie, descobre o Viagra, acabadinho de chegar ao mercado e que promete resolver a sua vida sexual e também a profissional. Por outro lado, assim que sente a relação torna-se mais séria, Maggie começa também a enfrentar o processo degenerativo da doença de Parkinson e decide afastar-se. Fica a sinopse e o trailer;


 


Maggie é um fascinante espírito livre que não permite que nada a prenda, nem mesmo um fascinante desafio pessoal. Mas conhece a sua cara-metade em Jamie Randall, cujo charme é quase infalível tanto com as senhoras como com as vendas de produtos farmacêuticos. A evolução da relação entre Maggie e Jamie apanha-os de surpresa, ao darem conta de estarem sob a influência da derradeira droga: o amor...


 










 


 



 

Estreia-se também hoje Biutiful, o novo filme do mexicano Alejandro González Iñárritu, rodado em Barcelona e interpretado por Javier Bardem, o que lhe valeu já a nomeação para o Óscar de Melhor Actor por este papel e o Prémio de Interpretação Masculina no Festival de Cannes.






É um poema sórdido, disse Alejandro González Iñárritu sobre o seu primeiro filme a ser filmado num país europeu e logo numa cidade que já tive o privilégio de visitar. Mas Biutiful não ocorre na Barcelona solar, hospitaleira e sensual que estamos habituados a ver nos folhetos turísticos, mas na Barcelona delinquente e clandestina. A acção centra-se em Uxbal, um homem que está a morrer de cancro e vive da exploração de imigrantes ilegais, de subornos e de traficar bens roubados. Com estas actividades ilícitas tenta garantir que os seus dois filhos pequenos não ficam desamparados quando morrer, procurando também a sua própria redenção pessoal num submundo de corrupção, ilegalidade, brutalidade e desumanidade generalizada.


Assim, parece-me que através da tragédia pessoal de Uxbal o realizador quer reflectir sobre alguns dos eternos dilemas da humanidade, ao mesmo tempo que expõe várias chagas do nosso mundo globalizado e as suas vítimas mais imediatamente visíveis nas grandes cidades ocidentais: os imigrantes clandestinos. Fica a sinopse;


 


Esta é a história de Uxbal, um homem em conflito, que luta para reconciliar a paternidade, o amor, a espiritualidade, o crime, a culpa e a mortalidade entre o perigoso submundo da Barcelona moderna. O seu meio de subsistência é ganho com biscates, os seus sacrifícios pelos filhos não têm limites. Tal como a vida, esta é uma história circular que termina onde começa. À medida que o destino o cerca e que vão sendo ultrapassados limites, um caminho fusco e redentor que se vai iluminando. Iluminando as heranças outorgadas de pai para filho, e a mão paternal orientadora que guia os caminhos da vida, sejam bons, maus, ou belos.


 













Comentários