O Diário de Anne Frank foi um dos primeiros livros que li, já lá vão cerca de duas décadas. E, tal como muitos milhões de leitores, tal só terá sido possível graças a esta senhora...
Miep Gies chegou a Amsterdão em 1920 e conheceu Otto Frank, o pai de Anne, ao pedir-lhe trabalho na sua loja de comércio de especiarias.
Com o início da II Guerra Mundial, a ocupação da holanda em 1940 e a perseguição aos judeus nesse país, a família Frank é obrigada a esconder-se num pequeno compartimento da sua empresa, no número 263 da Prinsengracht, em Amsterdão.
Gies e seu marido não eram judeus. Mantiveram-se nessa casa e asseguraram que a família judia era abastecida com comida e outros móveis e utensílios essenciais, pondo as próprias vidas em risco.
Infelizmente, o refúgio dos Frank foi descoberto em junho de 1942 pelas SS e toda a família foi presa e transferida para um campo de concentração de Bergen-Belsen, no norte da Alemanha, semanas antes da libertação da Holanda pelas tropas aliadas.
Edith, a mãe de Anne, morreu de inanição a 6 de janeiro de 1945 e Margot (irmã de Anne) e Anne em consequência de uma epidemia de tifo em Bergen-Belsen, no início de março do mesmo ano.
Apenas o pai, Otto Frank, conseguiu sobreviver e regressou a Amsterdão no final da Guerra, onde Miep Gies lhe entregou o diário de Anne que ela tinha guardado.
Desde que Otto Frank decidiu publicá-lo em 1947, o diário foi traduzido para várias línguas e foram vendidas dezenas de milhões de exemplares.
Miep Gies morreu esta segunda-feira, dia 11 de Janeiro de 2010, aos 100 anos.
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