Estreia do Dia - Distrito 9


 


Já ouvi falar deste filme há alguns meses e aguardava com expectativa e curiosidade a sua estreia. A história conta-se em poucas palavras...


 


Há vinte anos atrás, uma nave extraterrestre apareceu sobre a África do Sul. Os Humanos esperavam um ataque hostil mas, em vez disso, encontraram um grupo de não-humanos refugiados, possivelmente os últimos sobreviventes da sua espécie. Enquanto as Nações de todo o Mundo discutiam sobre o que fazer com eles, as criaturas foram relegados para um gueto - Distrito 9. A Multi-National United (MNU), uma empresa de segurança privada, e também a maior fabricante de armas do Mundo foi contratada para supervisionar os visitantes. O clima de tensão entre os aliens e os humanos surge quando um agente de campo da MNU, Wikus van der Merwe, contrai um vírus misterioso que começa a converter o seu próprio DNA. Wikus rapidamente se torna o homem mais procurado em todo o Mundo, porque é a chave para desvendar os segredos da tecnologia não-humana. Sem ajuda de ninguém, há apenas um lugar onde ele se pode esconder , Distrito 9.


 


Apesar desta história aparentemente simples e banal, Distrito 9 é, na minha opinião, muito mais que uma simples história ficcionada; É um filme carregado de simbolismo. O realizador, Neill Blomkamp, de 29 anos, é sul-africano, escolhe  o seu país como cenário e transporta a realidade do seu país para o  filme. Existe racismo por parte dos humanos em relação a esta raça alienígena, que é deportada para um gueto. E todos nós sabemos que o passado deste país africano, poderia ser descrito quase da mesma forma que é este filme; os negros seriam a raça alienígena, os brancos os humanos, os subúrbios do Cabo, Joanesburgo, Pretória os referidos guetos e apartheid o enredo e fio condutor da história.


Assim, a ignorância e o medo provocados pelo racismo são apresentados numa história ambientada na miséria do terceiro mundo, onde vão parar estes extraterrestres, recebidos com medo e desconfiança pela raça humana.


Neste filme há pois muitas semelhanças com o apartheid e muitas analogias ao governo opressor branco e à opressão da maioria negra, dessa época.


Tive muito cuidado para não fazer algo que soasse muito político e que o público achasse desgastante, afirma o realizador. Quis captar a essência da África do Sul e a essência da segregação e do racismo sem disfarces, porque foi nesse ambiente que eu cresci.


Com um orçamento reduzido de 30 milhões de dólares, Blomkamp conseguiu conceber um filme com bons efeitos especiais e um argumento capaz de prender a atenção dos mais desinteressados pela ficção científica. Pelo menos a história e a analogia que é feita parece-me brilhante...


Fica o trailer.



 

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