Já falei neste blog dos Black Rebel Motorcycle Club, nomeadamente quando dei conta da saída de Jago da banda, em junho de 2008, tendo sido na altura substituido por Leah, ex-baterista dos The Raveonettes.
Na altura afirmei que os B.R.M.C. são uma das minhas bandas mais importantes, visto terem-me mostrado a faceta mais crua, negra e wild do rock n'roll. Só despertei verdadeiramente para a música no início da década de 90 e, por essa razão, nunca tive a oportunidade de acompanhar e ouvir o auge do movimento punk britânico (The Clash, Ramones, Sex Pistols...) ou o que de melhor se fazia na cena rock americana, na mesma altura (Jesus & Mary Chain,...).
Dentro dos vários estilos de música que comecei a acompanhar e no que diz respeito ao rock, descobri-o verdadeiramente através do movimento grunge (Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden) e depois segui a vertente pop-rock e, acima de tudo, o rock alternativo, sempre balizado pelos REM, Smashing Pumpkins, James, Radiohead e outras bandas que foram surgindo.
No início do Século XXI, os B.R.M.C. obrigaram-me a recuar no tempo e fizeram-me vibrar de uma forma diferente com o meu amado conceito de baixo, guitarra e bateria. Com os B.R.M.C. o rock passou a ser também para mim sujo, poeirento, visceral, negro, pujante... Passei a olhar para outras bandas com maior cuidado (Doves, The Strokes, The Libertines, Dandy Warhols, Interpol) e alarguei substancialmente os meu horizontes musicais na esfera rock n'roll.
A música que se segue foi a que me provocou, no seio dos B.R.M.C., este enorme click.
Na última madrugada, numa estrada poeirenta, rodeada de enorme vegetação, escura e cheia de curvas, acompanhado pelo DuponD, senti o aperto no âmago, o calafrio na espinha, o carvão em brasa no meu braço, a distorção da guitarra bem no fundo do meu peito... E com tudo isto dentro de mim, senti-me forte, macho, duro, quente, sexy, imponente, inabalável!
Love Burns, people... Love Burns!
Cada vez mais comerciais...o que é pena, mas mesmo assim são boa malha!
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