Django Django - Feel Alright

Cinco anos depois do registo Glowing In The Dark, do lançamento de uma mão cheia de remisturas e outros temas avulso e de um EP de sete polegadas, em formato vinil e digital, com os temas Somebody's Reality e High Line, em dois mil e vinte e quatro, o art rock dos Django Django de Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon, está de regresso com Doveland, o novo álbum do projeto londrino. Doveland vai chegar às lojas a seis de novembro, com a chancela da Clouds Hill, contará com as participações especiais de Max Pope e Hak Baker e terá nos créditos da produção Nick McCarthy, guitarrista dos Franz Ferdinand.

pic by Horacio Bolz

Doveland começou a ser incubado em dois mil e vinte e quatro, no meio de viagens do quarteto a locais tão díspares como as Highlands escocesas, o México, África e a Alemanha, algo que acabou por, de acordo com os próprios Django Django, influenciar o conteúdo do registo. Cameos, o primeiro single revelado do disco e que andou por cá, em alta rotação, no passado mês de julho, continha essa tonalidade eclética, com cordas acústicas reluzentes e com um timbre metálico intenso, violinos buliçosos, uma bateria de forte travo jazzístico e alguns entalhes subtis sintéticos, a suportarem uma canção com uma vibração bastante solarenga e com uma cadência encharcada num groove que apelava instantaneamente à dança.

Cerca de mês e meio depois, voltámos a dançar ao som de Dirty Hotel Blues, canção que embalou corpo e mente, sentidos e imaginação, ao som de uma batida encorpada e hipnótica, acompanhada por uma vasta miríade de cordas e efeitos planantes, que faziam o tema espraiar-se com majestosidade e envolvência, enquanto Dave Maclean dissertava sobre memórias  de uma viagem que fez aos Estados Unidos da América enquanto adolescente e das primeiras digressões da banda também do outro lado do Atlântico.

Agora, a meio de setembro, temos a possibilidade de contemplar Feel Alright, o terceiro single retirado do alinhamento de Doveland. Trata-se de uma composição que conta com a participação especial de Max Pope e que, nas asas de uma inspirada pop psicadélica, bem marcada por uma bateria arritmada incisiva e por uma guitarra insinuante comprova a apetência da banda britânica para calcorrear territórios cada vez mais experimentais e diversificados que, neste caso, olham com especial gula, para herança daquele surf rock que fez furor nos anos sessenta do século passado. Confere...

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