Oriundos de Seattle, os norte americanos Black Whales são Alex Robert, Ryan Middleton, Dave Martin, Adam Fream e Greg Franklin. Já fazem música juntos desde dois mil e oito e estrearam-se nos discos em dois mil e onze. Sensivelmente três anos após a estreia, com Shangri-La Indeed, colocaram esta redação em sentido com Through The Prism, Gently, um espetacular álbum produzido por Eric Corson e pelo próprio Alex Robert, o líder e principal compositor do grupo e que era dedicado a Rick Parashar, um amigo da banda entretanto desaparecido.
O ano passado os Black Whales regressaram à ribalta com A Guide To Photographing The Sun, o quarto disco da carreira do coletivo norte-americano e agora, cerca de um ano depois, regressam à boleia de um novo single intitulado Peppermint, composição que terá sobrado das gravações de A Guide To Photographing The Sun.
Canção enleante, majestosa e fortemente sintetizada, apesar da presença contundente de uma guitarra plena de fuzz, Peppermint é uma impressionante prova de abrangência e de heterogeneidade deste coletivo, que sempre que nos presenteia com uma nova composição, faz questão de os fazer embarcar numa máquina do tempo rumo aos primórdios do rock nos anos sessenta, a psicadelia na década seguinte e o indie rock mais sombrio e sintetizado nos anos oitenta, sendo este, claramente, o largo período temporal que define a cartilha sonora deste quinteto oriundo de Seattle. Curiosamente, tal leque alargado que define o som do grupo, sendo proposto, como acontece neste caso, com elevado bom gosto e criatividade, confunde mesmo o ouvido mais experimentado, porque torna bastante ténue a fronteira entre o retro e o futurista, estabelecendo pontes entre o passado e o futuro, numa época em que não abundam as propostas de elevada bitola qualitativa que se apoiam no mesmo conceito. Confere...

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