Os seguidores mais atentos do universo sonoro indie e alternativo já terão certamente ouvido falar de Angus Stone, um cantor, compositor e produtor australiano, nascido a vinte e sete de abril do já longínquo ano de mil novecentos e oitenta e seis e que se tem notabilizado com a sua irmã, formando juntos o duo Angus And Julia Stone, já com quatro discos em carteira, numa carreira iniciado há cerca de década e meia com o excelente, Smoking Gun.
Já agora, Angus Stone também tem uma carreira a solo, onde assina com o pseudónimo Dope Lemon, iniciada há dez anos com o registo Honey Bones, sempre em busca de um ambiente intimista e recatado sem colocar em causa o exigido som de estúdio que faz parte do seu adn.
Por estes dias, Angus Stone e a sua irmã têm estado de regresso ao nosso radar, com uma fornada de novos singles da dupla, que farão parte do registo Karaoke Bar, o sétimo álbum da carreira do projeto, que irá ver a luz do dia a quatro de setembro próximo, com a chancela da Virgin Music.
Assim, em julho tivemos a oportunidade de escutar Monroe, um cândido instante de blues folk psicadélico, regido por uma filosofia acústica particularmente embaladora e intimista, mas também repleta de fragmentos de sons sintetizados e distorcidos. O tema também impressionava pelos seus versos hipnóticos e pelo registo vocal exemplarmente dialogante e com forte pendor lo fi.
Agora, na reta inicial de agosto, temos disponível mais um destaque de Karaoke Bar. Trata-se de Celestial Bodies, uma canção com um frenesim rítmico vincadamente imponente e até algo hipnótico, sustentado por uma linha melódica sintética corrosiva, que vai sendo trespassada por alguns entalhes percussivos de elevado travo jazzístico e outros efeitos insinuantes, com a voz reverberizada de Angus e o falsete de Julia a insinuarem-se constantemente, num resultado final de superior cosmicidade e contemporaneidade. Confere...

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