OId Yellow Jack - Cut Corners

Oriundos do meio universitário lisboeta, os Old Yellow Jack são Guilherme Almeida (voz, guitarra), Henrique Fonseca (guitarra, teclado), Miguel Costa (baixo) e Filipe Collaço (bateria), uma banda que nasceu em 2011, fundamentalmente por iniciativa do Filipe. Conheceu o Guilherme e após alguns meses a tocarem juntos juntou-se a eles o Miguel, e por fim, o Henrique. Começaram por se inscrever e participar em concursos de bandas e, desse modo, deram a conhecer a sua insana cartilha sonora, assente num indie rock psicadélico, direto e algo cru, mas também amplo e abrangente, uma sonoridade exemplarmente plasmada em, Magnus, o EP de estreia, um compêndio de cinco canções, produzido por Bruno Pedro Simões (Sean Riley & The Slowriders) nos Black Sheep Studios em Sintra e que viu a luz do dia em janeiro do ano passado.


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Se Magnus era uma amostra de rock energético e viajante, assente em guitarras tão agressivas quanto angelicais, deixando logo uma boa amostra daquilo que poderíamos esperar do futuro desta jovem banda de Lisboa,  Cut Corners, o longa duração de estreia dos Old Yellow Jack, que viu a luz do dia há algumas semanas, marca uma certa inflexão sonora, como se percebe em Glimmer, o primeiro single divulgado desse trabalho. Canção assente em guitarras levemente distorcidas e harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e com um certo toque psicadélico, Glimmer é conduzida por uma melodia que transmite uma forte sensação sentimental, algo que espalha um charme intenso numa peça sonora onde é fácil sentir aquela nostalgia onde o nosso quotidiano facilmente se revê.


Com tema tão incrível a servir de janela para o restante alinhamento do disco, as expetativas elevam-se e a verdade é que não saiem defraudadas. Dos resquícios indisfarçáveis de punk rock nova iorquino que alimentam Inner City Sunburns, ao contemplativo instrumental Svenn, passando pelo teclado feito algodão doce e lambido pelas guitarras em Jingle Jangle e a majestosidade pop de Beat Life, temos, em cerca de meia hora, uma notável mescal de géneros, estilos e influências que, misturando vintage e contemporaneidade de modo muito genuíno, resultam num álbum que servindo-se de uma vincada vertente orgânica, tem um cariz claramente urbano, proposto por uns Old Yellow Jack ainda mais reflexivos e fluídos. Espero que aprecies a sugestão...


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