Aproxima-se a passos largos a edição de Driver, um dos trabalhos mais aguardados por cá no início de 2015 e que irá ver a luz do dia a dezassete de fevereiro através da Western Vinyl. Este disco é da autoria de Erik Hall, um músico e compositor de Chicago por detrás do projeto In Tall Buildings, que, de acordo com o próprio, compõe inspirado por duas dicas filosóficas, uma de Allen Ginsburg (First thought, best thought) e a outra da autoria de Kurt Vonnegut (Edit yourself, mercilessly). Se a teoria de Ginsburg apela à primazia do instintivo e da naturalidade e da crueza, acima de tudo, já as palavras de Vonnegut parecem instar à constante insatisfação e à busca permanente da perfeição, considerando-se cada criação como algo inacabado e que pode ser alvo de melhorias e alterações.
A música de Erik Hall vive um pouco desta aparente dicotomia, já que quando assina In Tall Buildings propôe e cria paisagens sonoras simples e amenas, de algum modo descomplicadas e acessíveis, mas que não descuram a beleza dos arranjos e um enorme e intrincado bom gosto na forma como constrói as melodias, deixando sempre margem de manobra para que nos possamos apropriar das suas canções e dar-lhes o nosso próprio sentido.
Depois de Erik Hall nos ter possibilitado a audição de Flare Gun, o primeiro avanço para Driver, no início deste inverno, agora chegou a vez de nos mostrar Unmistakable, o segundo avanço. O título da canção é uma opção feliz para mais um registo sonoro de dificil catalogação, com uma sonoidade pop claramente urbana, perfeita no modo como o baixo e abatida se cruzam com o sintetizador. Driver promete ser um álbum essencial, recheado de paisagens sonoras simples e amenas, de algum modo descomplicadas e acessíveis, mas que não descuram a beleza dos arranjos e um enorme e intrincado bom gosto. Confere...
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