Foster The People - Supermodel

São de Los Angeles, chamam-se Foster The People e nasceram no Outono de 2009. Cheguei até eles devido a Pumped Up Kicks, uma música que marcou o verão há três anos e que misturava os assobios de Peter, Bjorn & John com a melodia dos MGMT, grupos a quem foram, à época, imediatamente comparados. Esse tema fazia parte de um EP, homónimo, editado no início de 2011 pela Startimeintl e pouco depois chegou Torches, o disco de estreia, que lançou definitivamente este grupo para a ribalta. Agora, a catorze de março último, chegou aos escaparates Supermodel, o segundo trabalho de estúdio dos Foster The People, co-produzido por Mark Foster, o líder da banda e pelo músico britânico Paul Epworth.



Em Supermodel, o sempre difícil segundo disco dos Foster The People, parece claro que a banda norte americana vai manter-se numa toada fortemente comercial e virada para o airplay fácil, mas agora a partir, de forma decidida, para ambientes mais épicos e climáticos, com as guitarras e os sintetizadores dos anos oitenta a servirem de bitola no processo de criação musical, muito à imagem daquilo que sugerem atualmente, por exemplo, os The Killers de Brandon Flowers.


álbum concetual, Supermodel pretende ser uma sátira á sociedade de consumo e à cultura popular moderna, procurando, através de dez canções, relatar e colocar a nú o lado mais abscuro do capitalismo e as delibidades que essa ideologia económica explora e que são intrínsecas ao consumidor, no fundo todos nós. A própria capa do álbum, com uma figura de aspeto pouco saudável, em cima de barras de ouro a ser fotografada incessantemente enaquanto debita um poema, ajuda a clarificar o ideário de Supermodel que pretende colcar a nú os malefícios de uma vida feita de aparências, algo muito presente na cultura popular ocidental e atesta a importância que a componente visual tem para este banda.


Este retrato documental e crítico chamado Supermodel foi concebido e gravado durante dois anos e utiliza diferentes instrumentos e sons de várias culturas com as quais os Foster The People contactaram na digressão de Torches, com o objetivo claro de criarem um forte impacto e de darem vida aquilo que vulgarmente se chama de álbum pop perfeito, A própria Columbia Records apostou fortemente na promoção de Supermodel, tendo sido pintado um mural de cento e trinta metros na cidade natal da banda, Los Angeles e ter havido o lançamento de três singles do álbum antes do mesmo sair para as lojas, Coming Of Age, Pseudologia Fantastica e Best Friend.


Estas três amostras não terão sido também escolhidas ao acaso já que fazem o tal contraponto sonoro com Torches, um disco que estava cheio de canções ligeiras e divertidas. Agora pretende-se criar algo igualmente festivo, mas mais grandioso, mantendo-se a presença destacada dos sintetizadores, mas com as guitarras a estarem num plano de maior evidência.


Sendo inevitável comparar os dois discos e descrever aquilo que os une e os separa, penso ser importante olhar para Supermodel e dar-lhe a merecida importância, não só pela qualidade do seu conteúdo, mas porque prova que os Foster The People estão ainda mais maduros e assertivos e que Mark Foster além de ser já um fenómeno da cultura popular é também um escritor e compositor talentoso e que sabe alimentar o ouvido dos seus ouvintes sem deixar de fazer uma verdadeira festa. Espero que aprecies a sugestão...


Foster the People - Supermodel


01. Are You What You Want To Be
02. Ask Yourself
03. Coming Of Age
04. Nevermind
05. Pseudologia Fantastica
06. The Angelic Welcome Of Mr. Jones
07. Best Friend
08. A Beginner’s Guide To Destroying The Moon
09. Goats In Trees
10. The Truth
11. Fire Escape
12. Tabloid Super Junky


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