Os The Moth & The Flame de Brandon Robbins, Mark Garbett e Andrew Tolman são uma das melhores descobertas musicais que fiz nos últimos anos, um grupo que me ficou sempre na retina assim que tive a oportunidade de escutar o disco homónimo de estreia deste grupo norte americano natural de Provo, no Utah. Esse é um dos álbuns que mais saiu da estante cá de casa no último ano, um trabalho que ainda há poucas semanas rodou no leitor do meu carro durante alguns dias e que até deu origem a um dos takes do blogue na Everything Is New TV. Os The Moth And The Flame lançaram esse disco homónimo de estreia a 11.11.11., faz precisamente hoje dois anos e agora estão de regresso com uma nova coleção de novos tratados sonoros, nomeadamente um EP de seis canções, chamado simplesmente &.
Lançado no passado dia vinte e nove de outubro pela Hidden Records e produzido por Joey Waronker (Beck, Atoms For Peace, R.E.M.), baterista dos Atoms For Peace, & é o nome de um dos melhores temas do disco de estreia do grupo, mas não surge no alinhamento deste trabalho que, no entanto, mantém felizmente a sonoridade pop atmosférica da estreia, com canções que envolvem o ouvinte em ambientes etéreos.
Ao contrário do que sucede tantas vezes neste tipo de sonoridade, & não é um disco aborrecido ou repetitivo. A banda pega firmemente no seu som e usa-o como se fosse um pincel para criar obras sonoras carregadas de pequenos mas preciosos detalhes intrigantes, interessantes e exuberantes. Muitas vezes um simples detalhe fornecido por uma corda, uma tecla ou uma batida aguda dão logo uma cor imensa às canções e a própria voz, que recorda imenso o Beck Hansen do período Sea Changes, serve, frequentemente, para transmitir essa ideia de exuberância e sentimento. Depois também há canções como Sorry e Holy War, que nos fazem descolar um pouco mais desta zona de conforto sonora e arriscam ambientes épicos e com uma instrumentalização ainda mais diversificada.
Neste tempo em que abundam os downloads rápidos e as embalagens descartáveis é reconfortante ver uma banda tão interessada e orgulhosa da forma como apresenta a sua música, ainda mais quando o essencial (a música) é bastante recomendável! Uma bonita surpresa que regressa novamente do Utah e que espero que aprecies devidamente…
01. Sorry
02. Winsome
03. Silver Tongue
04. Monster
05. Holy War
06. How We Woke Up (Bonus Track)
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