Produzido por Mark Spike Stent (Muse, Depeche Mode, Coldplay, Björk e U2), Innocents é o décimo primeiro álbum de estúdio do norte americano Moby, um trabalho anunciado há alguns meses no canal do YouTube do músico e no seu site oficial e por isso aguardado já, há algum tempo, com enorme expetativa. Innocents chegou às lojas no passado dia um de outubro e conta com colaborações especiais em sete das doze canções do alinhamento, nomeadamente de Wayne Coyne dos The Flaming Lips, Mark Lanegan dos Screaming Trees, Damien Jurado, Cold Specks e Skylar Grey.
Innocents foi gravado no próprio apartamento de Moby, no seu estúdio, durante dezoito meses e todo o artwork do disco é da autoria do músico, incluindo as fotografias.
O disco começa com Everything That Rises, um portentoso instrumental que nos faz levantar voo para um universo onde somos recebidos de braços abertos pela voz inebriante de Cold Specks que, juntamente com o instrumental cheio de violinos, faz de A Case For Shame uma das melhores canções que Moby compôs após Play, com a eletrónica do produtor a originar aqui um casamento perfeito. Cold Specks volta a ouvir-se perto do final do disco, em Tell Me, uma canção mais intimista e resevada.
Depois, em Almost Home, damos por nós a planar numa fofa nuvem branca segurada pelo falsete único de Damien Jurado e dessa forma, definitivamente, estamos embrenhados num disco que apalpa terrenos mais melancólicos, experimentais e até um pouco épicos, do que é habitual Moby pisar.
Mark Lanegan escuta-se em The Lonely Night, uma das canções mais soturnas do disco, com a sua voz rouca a ser acompanhada por um coro feminino melancólico que dá um aspecto ainda mais sombrio à música, o que combina bem com a escolha do intérprete, um especialista na replicação de ambientes mais negros.
Wayne Coyne só poderia escutar-se numa das canções mais luminosas e animadas de Innocents; The Perfect Life começa com um coro que reaparece no refrão, um detalhe que dá à canção um pendor eletrónico épico muito positivo, semelhante às habituais propostas dos Flaming Lips. Os temas instrumentais são muito à imagem do produtor nova iorquino, sempre com um clima melancólico e uma produção límpida, com o cruzamento entre a pop e a eletrónica sempre muito presente, assim como uma perfeita arquitectura dos ritmos e das orquestrações de fundo.
Innocents é, na minha opinião, o melhor momento da discografia de Moby após Play e isso acontece porque é um disco dominado por um certo cariz sinfónico possível graças aos arranjos sintetizados das cordas e porque conta com um rol de convidados de primeiro plano e que amplificaram ainda mais a qualidade das canções. Espero que aprecies a sugestão...
01. Everything That Rises
02. A Case For Shame (With Cold Specks)
03. Almost Home (With Damien Jurado)
04. Going Wrong
05. The Perfect Life (With Wayne Coyne)
06. The Last Day (With Skylar Grey)
07. Don’t Love Me (With Inyang Bassey)
08. A Long Time
09. Saints
10. Tell Me (With Cold Specks)
11. The Lonely Night (With Mark Lanegan)
12. The Dogs
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