Há cerca de três meses os Fanfarlo apresentaram um original intit.ulado Myth of Myself (A Ruse to Exploit Our Weaknesses), o primeiro suspiro da banda em dezoito meses, após Rooms Filled With Light, álbum que este grupo de Londres editou no início de 2012 e que divulguei na altura. Com essa música surgiu logo a especulação sobre um novo disco da banda liderada pelo carismático músico sueco Simon Balthazar e parece que essa hipótese confirma-se para a primeira metade de 2014. No entanto, a última novidade relativa aos Fanfarlo e que poderá ser mais uma antecipação desse novo registo de originais, é a chegada ao mercado discográfico, no passado dia catorze de outubro, do EP The Sea, que, de acordo com a banda na sua página do Facebook, é parte de um projeto maior.
Pelos vistos este projeto maior será materializado na forma de um álbum, mas com um forte cariz conceptual, já que ultimamente surgiram notícias de que os Fanfarlo andam fascinados com a ficção-científica e que a utopia é uma espécie de inspiração atual no seio do grupo.
Quanto às quatro canções do EP The Sea, A Distance é o maior destaque, até porque é a única canção do EP que fará parte do tal próximo disco deste coletivo londrino; A canção é mais uma aposta na pop dos anos oitenta, feita com sintetizadores e guitarras vibrantes, cruzando-se com algumas influências mais atuais, algures entre Simple Minds e os Noah And the Whale, com os Midnight Juggernauts também ao barulho.
Depois vem o tema homónimo do EP, uma canção que fala da evolução do homem, que voltou ao mar, impulsionado pelo desejo instintivo e pela melancolia de eras mais tranquilas e simples, diz o press release do EP referindo-se à canção título. Ao início, A Sea parece uma canção de embalar, com uma introdução cheia de detalhes metálicos e sons sintetizados espaciais, mas depois a introdução de uma guitarra carregada de hipnotismo e psicadelia, numa melodia épica, dá uma interessante grandiosidade a uma canção que nunca parece sair de uma agradável zona de conforto.
The Wilderness, o terceiro tema do alinhamento do EP, é um instante pop cheio de movimento e cor e, no final, os Fanfarlo exacerbaram a sua vertente experimental em Witchy Tai To, uma cover de um original de Jim Pepper.
Em suma, a sonoridade deste EP é um interessante ponto de partida para o próximo disco dos Fanfarlo, um trabalho que deverá ser mais eletrónico e comtemplativo que os discos anteriores. Espero que aprecies a sugestão...
01. A Distance
02. The Sea
03. The Wilderness
04. Witchy Tai To
mais
Comentários
Enviar um comentário
Comment, please...